Associação Brasileira de Psicologia nas Emergências e Desastres - ABRAPEDE

Nenhum comentário 30/03/2013 às 18h56 - Atualizado em 30/03/2013 às 19h10

Manchetes Socioambientais

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Resumo diário de notícias selecionadas dos principais jornais, revistas, sites especializados e blogs, além de informações e análises direto do ISA

Clima

Petrópolis: mortos chegam a 27. Nenhuma casa popular foi construída desde 2009

O número de mortos na tragédia provocada pelo temporal em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, subiu para 27, desde a noite de domingo. A chuva deixou outras 18 pesoas feridas e 1.463 desalojadas. Dados do Sistema de Acompanhamento Financeiro do Estado mostram que, no ano passado, de uma previsão orçamentária de R$ 112,8 milhões para o programa de reassentamento da população instalada em áreas de risco, só R$ 2,2 milhões foram gastos. Em Petrópolis, nenhuma casa popular foi construída desde 2009 – O Globo, 20/3, Rio, p.12 e 15.

País só gastou 1/3 da verba destinada a desastres em 2012

O governo federal gastou no ano passado R$ 1,9 bilhão em programas de prevenção e resposta a tragédias ligadas a chuvas, o que representa só um terço dos R$ 5,7 bilhões reservados para esse objetivo no orçamento federal. Essa situação é causada principalmente por entraves burocráticos com Estados e municípios no repasse dos recursos e elaboração de projetos. Segundo o governo federal, a dificuldade de gastar a verba também se deve à complexidade de grandes obras. Estão retidos nos cofres recursos destinados diretamente para Petrópolis (RJ). Segundo balanço do governo do Rio, apenas quatro obras de contenção de encostas na cidade foram entregues, no valor de R$ 4,7 milhões – FSP, 20/3, Cotidiano, p.C1.

 

Petrópolis teve só R$ 41,2 mil para desastres

Apesar de ser a terceira cidade do Rio mais afetada pelas chuvas de 2011 – quando a região serrana foi palco da pior tragédia natural da história do País -, Petrópolis recebeu apenas R$ 41,2 mil da União para obras relacionadas a desastres naturais. A verba veio da soma das liberações dos quatro principais programas do Ministério da Integração Nacional em 2012 – de um orçamento total de R$ 5,7 bilhões – OESP, 20/2, Metrópole, p.C1.

 

Alerta de sirenes não foi obedecido, diz Defesa Civil

Parte das vítimas das chuvas em Petrópolis poderia ter sobrevivido, na avaliação da Defesa Civil estadual, se os moradores tivessem atendido ao alerta das sirenes e deixado rapidamente a área. Em dois pontos onde houve mortes (Bingen e Lagoinha), no entanto, não havia sirenes, porque elas são classificadas como áreas de risco 3 em uma escala de 1 a 4 – os equipamentos são colocados apenas em regiões com grau máximo de risco. Segundo o tenente-coronel Gil Kempers, coordenador do Cestad (Centro Estadual de Gestão de Desastres), das 18 sirenes instaladas, nove foram acionadas às 21h30 de domingo. “É necessário uma mudança comportamental. Tocou a sirene, tem que sair. Não vamos acioná-la sem necessidade”, disse Kempers – FSP, 20/3, Cotidiano, p.C4.

 

Defesa Civil alerta sobre risco de deslizamento em Juqueí

A Defesa Civil de São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, está em alerta por causa da movimentação no solo de um morro localizado na Vila Esquimó, em Juqueí. No local, considerado área de risco, residem 48 famílias. Na madrugada de ontem houve um deslizamento de terra que atingiu uma das casas. A parede do quarto onde três irmãs de 11, 13 e 15 anos dormiam foi atingida. Ninguém se feriu – OESP, 20/3, Metrópole, p.C3.

 

Dilma volta a cobrar ações drásticas contra ocupações

A presidente Dilma Rousseff voltou a cobrar na terça-feira ações mais “drásticas” para evitar tragédias como a que aconteceu em Petrópolis. Ela criticou as construções em áreas de risco. “Não pode deixar construir. É uma situação muito preocupante, porque as pessoas não saem. Quando for dito que é uma questão de emergência, as pessoas têm de sair. Têm de ter essa consciência”, disse Dilma – O Globo, 20/3, Rio, p.15.

 

Volume de chuva é apenas parte da receita da tragédia

“Em algumas regiões do oeste da Inglaterra, foram mais de 300 mm de precipitação em 24 horas de chuva, ordem de grandeza comparável ao que se viu em Petrópolis. Foram as piores enchentes e os piores ventos em 60 anos. Mortos ao longo de todo esse mês chuvoso: quatro. Outro dado provavelmente relevante: Petrópolis tem hoje menos de 30% da sua cobertura florestal original, ligada ao bioma da mata atlântica. Era essa cobertura original a responsável, em grande parte, por ‘segurar’ a estrutura do solo e evitar o assoreamento de rios – portanto, prevenindo enchentes”, artigo de Reinaldo José Lopes – FSP, 20/3, Cotidiano, p.C4.

 

Nova enchente em Petrópolis traz à tona velhos erros

“Apesar de ser um instrumento de política urbana ligado à segurança das pessoas, a remoção ainda é um tabu para o poder público em geral, e seu complemento, o reassentamento, uma ficção. A declaração da presidente Dilma, de que ‘as pessoas não querem sair’, é uma meia verdade: de fato o risco existe, mas como abandonar a residência sem ter para onde ir? Nesse dilema, já houve casos, no Rio, de pessoas desalojadas por enchentes que voltaram a ocupar áreas de risco pagando, com o chamado aluguel social da prefeitura, para morar em casas condenadas pelo próprio município. Bizarro”, editorial – O Globo, 20/3, Opinião, p.20.

 

Alertas ignorados

“Na serra fluminense, sirenes soaram, mas muitos ficaram nos locais ameaçados. É preciso que as autoridades acelerem as obras e, ao mesmo tempo, atuem de maneira mais incisiva para que as zonas sob maior risco sejam evacuadas. Compreendem-se os dilemas de quem termina por permanecer em casa, mas é uma decisão irracional, cujas consequências podem ser fatais”, editorial – FSP, 20/3, Editoriais, p.A2.

 

Energia

Ibama libera parte do linhão de Tucuruí

O Ibama emitiu ontem a licença de operação da linha de transmissão que liga a cidade de Oriximiná, no Pará, à Engenheiro Lechuga, no Amazonas. A linha é parte do bloco da malha de Tucuruí. A licença autoriza a operação de 558 quilômetros de linhas. O empreendimento pertence à companhia Manaus Transmissora de Energia. O órgão também expediu a licença de operação para a linha da Eletronorte que interliga o sistema brasileiro de transmissão à Venezuela. No complexo hidrelétrico Guri. Essa linha tem a extensão total de 195 quilômetros – Valor Econômico, 20/3, Empresas, p.B12.

 

Eólica ficará mais cara nos leilões este ano

Os baixos preços da energia eólica no último leilão promovido pelo governo, em dezembro, podem não se repetir nos próximos certames. Mathias Becker, presidente da Renova (a maior geradora eólica do país), prevê que os preços serão entre 12% e 18% mais altos, portanto, acima de R$ 100 por MWh. Os preços do último leilão, os menores da história, assustaram os empreendedores. Na avaliação do executivo, as mudanças nas regras da Finame, linha de crédito do BNDES utilizada para a aquisição dos aerogeradores, elevarão os custos dos empreendimentos e, consequentemente, da energia vendida nos próximos leilões – Valor Econômico, 20/2, Empresas, p.B12.

 

Geral

Perda na distribuição de água custa R$ 12,5 bilhões

Vazamentos, “gatos” e falta de controle no abastecimento de água custam ao Brasil cerca de R$ 12,5 bilhões por ano, revela um estudo divulgado ontem pelo Instituto Trata Brasil, entidade especializada em saneamento básico. Com base em dados do governo federal, a pesquisa mostra que o país perde 37,5% do faturamento de toda a água produzida pelas empresas de abastecimento. As regiões que mais registram perdas são o Norte e o Nordeste, exatamente as mais críticas no acesso a redes de água e esgoto do país. No ranking dos estados, o Amapá tem a maior perda, 74,6%, seguido por Alagoas (65,8%), Roraima (64,2%), Maranhão (63,9%) e Acre (62,7%) – O Globo, 20/3, País, p.10; OESP, 20/3, Vida, p.A16.

 

Crise no porto afeta exportação de soja

O atraso nos embarques de soja, que provoca filas de caminhões nas rodovias de acesso aos principais portos do país, já afeta as exportações de um dos principais produtos da pauta brasileira. Ontem, o grupo Sunrise, maior comercializador chinês de soja, informou que irá cancelar a compra de cerca de 2 milhões de toneladas da oleaginosa do Brasil devido a atrasos no recebimento. O volume é maior do que toda a soja exportada pelo Brasil em março. Para especialistas, o grupo chinês aproveita os gargalos logísticos do Brasil para pagar menos pela soja. Os preços internacionais da soja estão em queda por causa do aumento da oferta, com o avanço da colheita da safra recorde na América do Sul – FSP, 20/3, Mercado, p.B1.

 

A economia do século 21

“No presente, nada preocupa mais os pensadores econômicos do que o futuro da humanidade em face do persistente uso predatório da base de recursos naturais do planeta e do eventual esgotamento desses recursos, levando ao fim do crescimento econômico. Já se analisam modelos de desenvolvimento sustentável que possam gerar prosperidade sem crescimento econômico ao longo das próximas décadas”, artigo de Paulo Haddad – OESP, 20/3, Economia, p.B2.

 

Fonte: Socioambiental

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